BALLET + CARNAVAL = BRUNA PAOLI

Chegou a hora de falar dela, né? Escolhi com muito carinho o “Post do Carnaval”. Nos últimos posts comentei sobre ela, marquei nas fotos, mas ainda não fiz a apresentação oficial, então vamos lá!

Essa é a BRUNA PAOLI. Guardem esse nome!

 

Bruna Paoli, foto: Eduardo Salgado. Ensaio Técnico Pérola Negra
Bruna Paoli, foto: Eduardo Salgado. Ensaio Técnico Pérola Negra

Mas quem é a Bruna?

Uma super mulher, mãe, guerreira pra caramba, bailarina, sambista, professora e um monte de outras coisas, porque ela tem milhares de atividades, então vamos nos ater as relações com o carnaval, ou teremos que ficar 3 dias falando rs.

Eu conheci a Bruna através da Amanda, minha amiga e parceira do blog, quando surgiu a ideia de ter uma pessoa especial que ligasse o ballet ao carnaval, para que todas as bailarinas se sentissem no clima também. Então, ao conhecê-la, fiz a aula dela e MORRI, mas amei. Também veio o convite para uma das experiências mais incríveis que já vivi, desfilar em uma escola de samba! Mas vamos lá:

Bruna Paoli, 30 anos, bailarina, coreógrafa, mãe, professora e sambista, a Bruna BRILHA!!!

MAS COMO PODE? (Ouço de longe as pessoas de cabeça pequena insinuando que Ballet clássico não se mistura, mas tá aqui a prova e com sucesso!) Vamos ver?

Quando eu tinha dois anos e meio, minha mãe alugou uma VHS da Royal e eu não conseguia parar de ver. Ela teve que fazer uma cópia para não ir à falência. Desde então nasceu meu amor pelo ballet e comecei a praticar aos 3 anos. Como eu era muito novinha, tive que fazer o baby class dois anos seguidos, pois eu não tinha idade para começar.

cisne negro baby

Minha vida inteira teve ballet, na verdade eu amava O PALCO, mas o ballet que me levava aos palcos me magoava também. Eu saí da escola de ballet aos 15 anos, por me sentir muito cansada das cobranças, exigências e bullying que eu sempre sofri por ter “as pernas muito grossas” ou o “bumbum muito grande” pro ballet, então eu quis conhecer novas danças, algum lugar que me aceitasse mais.

É sempre difícil “sair” do ballet, ninguém sai de forma muito saudável emocionalmente. Então uns amigos me disseram que tinha uma escola nova de danças brasileiras e eu tive curiosidade de conhecer. Por sorte, ao chegar lá os meus professores seriam Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, que também tinha saído da mesma escola de Ballet que eu. Era o que eu precisava para me sentir em casa, pois já me conheciam e conheciam meu trabalho, então entrei de cara na Cia deles, e pudemos trazer um rigor cênico e técnico para as danças brasileiras. Fiquei o colegial fazendo danças brasileiras e formando na minha cabeça a certeza de que eu queria viver de dança e fazer dança. Comecei também a trabalhar numa ONG que tinha um cara chamado Fernando Alabe, um super parceiro até hoje, e o responsável por me convidar ao primeiro ensaio de escola de samba, que foi o da VAI VAI. Desde então me apaixonei e nunca mais larguei as escolas de samba, comecei a frequentar a Pérola e estou lá há 12 anos, também fui passista da VAI VAI por 4 anos.

Depois que decidi fazer dança, acabei optando pela PUC, e continuei dançando com a Cia do Ângelo e também comecei a fazer parte de um grupo de teatro, o “Núcleo Bartolomeu de Depoimentos”, que trabalhava com cultura popular e também trazia para o palco as danças brasileiras. Conhecendo essa realidade do teatro eu resolvi “aumentar/adiar” a faculdade para fazer em 5 anos. Nesse último ano, tive que me formar com uma turma difícil, onde eu percebia que muitas pessoas usavam da “teoria da dança brasileira” pra dizer que não precisam de técnica, por mera preguiça de treinar, ensaiar, etc. Então me vi defendendo o ballet clássico de novo, como se eu continuasse o amando. Mas daí eu casei e engravidei no último ano de curso e fiquei dois anos meio parada.

Ficar parada foi difícil, eu engordei, fiquei em crise, meio perdida sem saber o que eu queria fazer, mas a dança e o samba sempre correram em minhas veias, sempre me moveram. Mas aí eu estava em outra fase, acima do meu peso, com uma filha pra criar e mais uma reviravolta na dança da minha vida, ou na minha vida de dança. Acabei me envolvendo com a música, resolvi cantar. E o samba foi por muito tempo a única coisa que eu treinava para subir aos palcos, o samba é um parceiro. Sabendo disso, peguei todo material e técnica que eu tinha de uma vida inteira e montei dois espetáculos infantis, um chama “Copélias”, que é a historia de uma boneca bailarina que dança maracatu, e também “O Samba”, que é um menino que viaja pelo Brasil atrás de sua história, suas origens.

Copélias
Copélias

Ainda nessa fase meio distante da dança fui convidada por uma amiga a conhecer o método do X-tend Barre, que traz o conceito do ballet com movimentos do pilates, e se tornou uma nova paixão. Abracei mais uma chance relacionada ao ballet, que é quem tem salvado minha vida diariamente.

Minha relação com a Pérola Negra sempre foi muito legal, cresci na Vila Madalena, sou amiga dos Harmonias. O enredo desse ano tem um significado muito especial pra mim, é como se eu pudesse contar toda a minha história de vida através do samba e do ballet. Uma experiência muito especial. Algo que eu sempre tentei trazer, a mistura de danças e técnicas com o mesmo fim.

Ser bailarina e sambar numa escola é uma quebra de paradigmas muito forte, é a união de dois mundos muito diferentes no meio da dança. É tentar desfazer preconceitos recíprocos. Estou muito feliz de ser pioneira nisso.

Bruna Paoli.

Essa é a Bruna, nossa bailarina e sambista, uma pessoa com a cara do carnaval, né? Uma prova de que o ballet abre muitas portas pra vida!

Bruna, sucesso pra você! Que você brilhe sempre mais.

E, por favor, TEM QUE fazer a aula dela, vale a pena! Preparo físico absurdo! Eu amo!

Vocês também podem acompanha-la no facebook e no instagram para ver as dicas de exercícios!

Vocês verão muitas coisas da Bruna daqui pra frente, ela vai ser uma super parceira nossa!

Espero que tenham gostado!

Curtam e compartilhem! Bjs!

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