A Bailarina, o filme

A Bailarina, o filme. Amor, spoilers e crítica.

Você já conhece a Felicie?

felicie

Olá Pessoal, tudo bem com vocês?

Quem nos acompanha nas redes sociais viu que na sexta passada, dia 13/1, tivemos uma cabine do filme A Bailarina, nos estúdios da Paris Filmes. Para quem não sabe, a cabine é um evento ANTES da Pré-estréia, ou seja: a pré da pré! Vimos praticamente em primeira mão no Brasil! Muito obrigada à Paris Filmes e às Flávias, por esse convite! Teremos outro evento, no sábado, as 9:00h, uma aula maravilhosa na Repetto, em “homenagem” ao filme! Uma delicia!

O filme estréia oficialmente no Brasil no dia 26 de janeiro, nos principais cinemas do país! NÃO PERCA!

Vou falar um pouco da história do filme para vocês, dar uma de crítica, principalmente para aqueles que já estão mega ansiosos como eu estava!

AVISO: RISCO DE SPOILERS!!! Caso não queira saber da história, salve esse post para ler pós-filme!

A animação, dirigida por Eric Summer e Éric Warin, e distribuída por Gaumont Film Company e, no Brasil pela Paris Filmes, conta a história da Félicie Milliner, uma criança/pré-adolescente órfã, que vive em um orfanato aparentemente no interior da França, próximo à Paris, e tem o sonho de ser uma grande bailarina, sempre sendo podada por aquelas madres-superioras compridas e com narizes estranhos e vozes roucas que repetem “sonhos são bobagens”.

Tudo se passa no ano de 1869 (guarde este número!), que é o que diz na sinopse e no próprio filme, quando a Félicie decide fugir do orfanato junto com seu melhor amigo, Victor, em busca dos seus sonhos. Dela, entrar para o Ballet L´Opera de Paris*e, dele, ser um grande inventor.

Quem dá voz à Félicie é a atriz Mel Maia, que arrasou, ela é muito prodígiozinha!

E essa é a mensagem principal do filme:

“NUNCA-DESISTA-DOS-SEUS-SONHOS”

Parece clichê, mas o filme é bem legal, profundo, gracioso, pitoresco, ou só “fofo” mesmo.

Os protagonistas são crianças/pré-adolescentes, a fase descobertas é muito bem abordada e, ao mesmo tempo, parece que há uma maturidade que nasceu com eles, pelo background de vida, é claro, mas pela definição de METAS. Não se trata apenas de um SONHO banal que eles foram buscar, ou todo aquele romantismo e clima parisiense, mas ressalta a determinação de pessoas tão tão tão jovens em buscar algo tão grandioso.

A busca é por algo que mudaria o status deles para sempre, determinaria seu futuro, construiria uma vida real.

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By the way, o filme traz à tona uma “época de construções importantes” na história mundial, sendo “durante” a construção da Tour Eiffel que, na verdade, foi construída entre os anos de 1887-1889, por Gustave Eiffel e, da Estátua da Liberdade, que foi construída em 1886, pelo também francês  Frédéric Auguste Bartholdi.

Acharam o erro? Estranho. Primeiro parece que tentaram trazer o filme à realidade, para ser mais próximo à nós, por meio desses eventos tão importantes historicamente, pois eles frisam muito o ano, que, na vida real foi um ano comum, exceto pela criação do chiclete, pela apresentação da 1ª tabela periódica ou pela fundação de alguma coisa carnavalesca no Rio de Janeiro.

Ao mesmo tempo podemos desconsiderar esses pensamentos todos e pensar que “ok, é só um filme, trama e história irreais com referências reais”, talvez eles usaram tudo isso para maximizar o sonho do Victor de ser inventor e trabalhar com o Gustave Eiffel (nada humilde o sonho, né?).

Mas o bonito do filme mesmo é a determinação, a mensagem que serve para qualquer um, é fácil usar a “vida de bailarina” como uma referência de dificuldade, cheia de contratempos, é uma vida dura física e emocionalmente, as limitações técnicas e corporais atrapalham, o empenho precisa ser real, diário, repetitivo e com MUITA disciplina. Mas se todo mundo se esforçasse a metade do que uma bailarina se esforça, os resultados em qualquer vida seriam outros. Juro!

Ninguém deve desistir dos sonhos, mas devemos lembrar que QUALQUER SONHO para ser alcançado precisa ter um caminho árduo percorrido.

Esta mensagem é a principal do filme e que vale para todos, para todas as idades, gêneros, gostos, ritmos, whatever.

É um filme querido, mexe com nosso coração, nossas emoções e motivações antigas, perdidas ou também as que estão fresquinhas na nossa mente. Rolam umas lágrimas, hein?

Assistam! Mesmo para quem não é do ballet, quem não gosta, etc., vale a pena. Vai que em alguma pirueta mal executada ou algum tropeço da Félicie (literalmente), você não se identifica, né?

Com certeza algumas risadas você vai dar!

Felicie, A Bailarina
Felicie, A Bailarina

Beijo pra vcs!

  • Ballet L´Opera de Paris – Primeira escola de Ballet oficialmente* criada no mundo, em 1661, pelo Rei Luiz XIV, nomeada Académie Royale de la Danse, depois renomeada para Académie Royale de Musique et Danse e, em 1672, transformada em Ópera de Paris.  (*oficialmente porque o termo “Balé” já havia sido criado desde as cortes italianas mais antigas, com origem no termo “Balleto” que significa “bailinho/dancinha”).

Laura Burity

1 Comment

  1. Amei o texto, muito bem escrito. Fiquei curiosa pelo filme como também por experimentar uma nova forma de vida através do ballet! Parabéns.

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