Ballet para todos: terceira idade!

Oi Gente!

Tudo bem?

Queria compartilhar uma coisa linda com vocês!

Essa semana eu estava respondendo aos comentários e e-mails que o pessoal nos manda pelo blog, e me deparei com dois recados de uma mulher de 70 anos que quer voltar a praticar ballet, me pedindo dicas de escolas na região que ela mora.

Nossa, chorei. Foram alguns segundos de emoção MESMO. E me deparei com a realidade que foi melhor ainda: O QUE NÓS PREGAMOS AQUI NO BLOG (“BALLET PARA TODOS”) TEM TIDO SENTIDO REAL NA VIDA DAS PESSOAS!

Estamos conseguindo quebrar os paradigmas e mostrar para as pessoas que o ballet não tem um esteriótipo específico, não idade específica para começar, não precisa ter genética específica ou favorável, queremos convencer as pessoas de que é um exercício completo!

Minha mãe, aos 49 anos, está em suas primeiras aulas de ballet, minhas amigas de 26, 27, 30, 35 anos tem procurado escolas e também têm feito aulas comigo, minha priminha de 3 anos é apaixonada por ballet, minha sogra, de 52 anos e que teve um avc está louca para começar as aulas. Não é incrível?!

Bom, pensando em tudo isso, lembrei dessa entrevista super legal que eu tinha guardada aqui, e que, com certeza, também vai inspirar muitos de vocês! É a história da psicanalista Maria Virgínia Eggers, que está vivendo o sonho de ser uma bailarina aos 57 anos.

Ballet não tem idade nem biotipo! Não pensem, não temam, apenas façam <3

Espero que vocês curtam a história da Maria Virgínia:

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“Ficar na ponta do pé, graciosamente, e erguer o próprio corpo a partir do estômago, tomando consciência de cada movimento são vitórias que Maria Virgínia Eggers conquistou aos 57 anos. Em busca de um corpo mais feminino, mais saúde e de uma atividade que a fizesse feliz, a psicanalista se apaixonou pela dança que hoje faz parte da sua rotina. De segunda a sexta, Virgínia chega ao estúdio de balé, depois de um dia inteiro de trabalho, troca o sapato pela sapatilha de ponta, a calça social pelo saiote e encontra com as colegas do balé adulto.

Tudo começou no pilates. A fisioterapeuta Letícia Krensinger, que também é bailarina, mesclava movimentos dos dois exercícios e viu o potencial de Virgínia. Em poucos meses, ela perdeu a aluna e ganhou uma nova colega.

– Eu realmente amo o balé. Eu descobri que posso fazer coisas que jamais imaginei que tinha capacidade. Hoje, já ando na ponta do pé. Muitas vezes, a aula termina e nossa turma continua se exercitando, repetindo os passos. Tudo pelo prazer de continuar dançando – conta Virgínia.

Há poucas lesões que impedem alguém de começar a fazer balé quando adulto. O exercício fortalece o corpo com movimentos graciosos. Não há aquela dor do dia seguinte como na musculação. Quem faz, na verdade, sempre quer mais e mais.

– O balé trabalha o corpo de maneira completa, global. Fortalece os músculos sem provocar o encurtamento, como a musculação. Além disso, fortalece o cérebro quando exige coordenação motora e equilíbrio. Até quem acha que pode ter a coordenação e o equilíbrio comprometidos pela idade pode sentir resultados positivos, nesse sentido – explica a fisioterapeuta.

O mito de que apenas crianças podem começar a dançar não é verdadeiro. Virgínia teve poucas aulas quando tinha sete anos, mas logo teve que parar. Ao longo dos 50 anos que passaram até o reencontro com a dança, ela lembrava com nostalgia dos primeiros passos. Quando voltou ao balé, começou nas aulas de “Barre-Terre”, uma versão no solo de exercícios que, geralmente, são feitos na barra. São exercícios que usam técnicas do balé clássico para condicionamento do corpo que fortalecem pernas, tornozelos, pés e costas. Em pouco tempo, Virgínia quis mais e começou a fazer aulas de balé clássico para adultos, depois se matriculou também no balé na ponta e hoje, se pudesse, dançaria todos os dias.

– Eu saio da aula super bem. Eu chego nas aulas cansada do dia cheio, mas saio revigorada. Há quem ache um absurdo uma mulher de 57 anos dançando balé. Eu acho lindo. A ponta é a parte mais difícil, porque é preciso sustentar o corpo na ponta do polegar.

Como poderia ser um absurdo? Virgínia é uma jovem mulher com vitalidade e energia de uma menina. A cada nova aula consegue fazer com que o próprio corpo superar limites.

– O corpo dela mudou bastante, está mais definido, mais feminino. O balé não faz o corpo hipertrofiar nem inchar. É um esporte tão completo quanto à natação. Dançar duas vezes por semana corresponde ao dobro de vezes na musculação – explica Krensinger.

Virgínia perdeu oito centímetros de cintura em poucos meses de aula. Sem perceber, as alunas perdem peso quando a técnica é bem aplicada. A psicanalista levou mais do que a parte saudável para a vida pessoal e profissional. O rigor e a seriedade das aulas também têm ensinado muito.

– A psicanálise é também uma profissão belíssima e difícil, assim como o balé. Ela é abstrata, é artesanal, cada dia surpreende. Levo a leveza do balé para minha profissão. O balé humaniza, é lúdico e eu trabalho com crianças e saber isso é fundamental. Os dois me ensinam a ser uma pessoa melhor.

Exausta, ao final da aula, ofegante, Virgínia sua depois de duas horas de aula sem um minuto de descanso. Ela chega em casa depois das 22 horas e logo cedo está de pé, sem dor, pronta para um dia inteiro no trabalho, contando cada minuto para que à noite se aproxime e uma nova aula comece e novos passos sejam repetidos.”

 

Beijo grande para vocês!

8 Comment

  1. Olha, não querendo ser chata rs, mas eu sinto dor muscular no dia seguinte sim. O ballet é maravilhoso mas não é indolor como está no texto. As pontas então nem se fala, minha unha já rachou no meio duas vezes no primeiro ano com ponta. Tem vezes que vou trabalhar no dia seguinte me arrastando de tão cansada. É claro que o prazer de dançar compensa, senão não haveria motivo pra eu continuar fazendo isso. Só acho que o relato é um pouquinho irreal. Talvez seja verdade pra algumas pessoas, depende da quantidade de aulas e do nível de dificuldade. Eu tenho 31 anos e comecei a fazer aulas com 29.

    1. Olá Patrícia! Te entendo, porque eu também sinto, e tenho 26 anos. Mas tudo vai de acordo com a intensidade da aula, né? As aulas são bem diferentes em relação às idades das alunas… o foco no ballet para a terceira idade é bem diferente do nosso! 😉
      Com certeza sua aula tem outro pique! Rsrsrs
      Manda sua história para nós no e-mail: contato@naspontas.com.br
      Seria muito legal poder compartilhar! Beijos!

  2. Tenho aluna de 82 anos!
    Dona Dagmar é pura disposição, em 2016 pela primeira vez subiu num palco, o histórico teatro Deodoro quase foi a baixo e, em meio aos aplausos, dona Dagmar brilhou.

  3. Devemos ter muito cuidado com o uso das sapatilhas de Ponta nas aulas de ballet adulto…pois nós, como professores sabemos que não é para todo mundo e não queremos criar lesões desnecessárias.

    1. Sim, super de acordo! Manda seu contato para nós! É sempre bom termos referências de novos professores nos ajudando! Bjs!

  4. Sou apaixonada por Balé, é algo que por mais que doa me dar um enorme prazer. Nunca fiz como desejava. Quando criança pq minha mãe não deixou, e depois de grande pq diversos motivos vergonha, grana, tempo…quero muito poder fazer aulas e quem sabe subir na ponta.

    1. Volta!!! Vem fazer! Você e a Anjinha na EPD <3
      Obrigada por seu comentário! Beijo enorme!

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