Ballet e o impacto no desenvolvimento físico das crianças

Oi pessoal, tudo bem?

A nossa Fisio tem mais umas observações legais e super técnicas para nós. Hoje também com a participação da Dra. Débora, que é endócrino pediatra! (Quando se trata de crianças temos que estar mega respaldados, né?)

Temos recebido muitas duvidas de mães sobre qual impacto o ballet poderia causar no desenvolvimento das crianças, mas como esse assunto é infinito, vamos dividir por partes! Então segurem a ansiedade que logo logo todas as dúvidas serão abordadas aqui, podem continuar mandando também!

Importante sempre ressaltar que é importante uma consulta médica com fisioterapeuta, ortopedista e é claro, um bom professor, que tenha conhecimento e responsabilidade, pois não queremos ter nenhum risco para os pequenos, certo? 🙂

Palavras das nossas Dras.:

É muito comum a existência de dúvidas entre pais, crianças e médicos quanto a atividade física mais adequada para estimular o crescimento e desenvolvimento e, é claro, se o ballet ou exercícios como ginástica geram algum prejuízo.

Durante a prática da atividade física, a contração muscular promove um aumento da atividade osteoblástica (células que produzem a matriz óssea) na região óssea próxima aos locais onde os músculos se inserem, levando ao aumento da mineralização óssea. Por outro lado, a ausência de contração muscular, como nas situações de imobilização (por exemplo, paraplegia, fraturas) e de força gravitacional (por exemplo, vôos espaciais), causa significativa perda óssea.

Os mecanismos de carga impostos pelos exercícios aumentam a densidade mineral óssea. O exercício físico quando realizado próximo ao pico máximo da velocidade de crescimento, ou seja, no início da puberdade, é mais efetivo para potencializar o ganho de massa óssea. Os efeitos osteogênicos dos exercícios dependem ainda da magnitude da carga e da frequência de realização. Dessa forma, atividade física regular durante a infância e adolescência pode atuar na prevenção de distúrbios ósseos, como a osteoporose. O treinamento de força com impacto (por exemplo, corrida, ginástica, ballet, basquetebol) proporciona maior incremento da densidade mineral óssea comparado ao de resistência aeróbica, como ocorre na natação e no pólo aquático. Ambos os tipos de treinamento promovem aumento da densidade mineral óssea em comparação à não realização de qualquer uma dessas atividades.

– Sendo assim, quais seriam efeitos positivos do exercício físico sobre o crescimento do meu filho?

O exercício moderado é benéfico para o crescimento das crianças proporcionando no sistema cardiovascular o aumento do consumo de oxigênio e manutenção de boa frequência cardíaca, no respiratório existe melhora dos parâmetros ventilatórios, no muscular gera o aumento de massa, força e resistência, esquelético ocorre o aumento do cálcio e mineralização óssea e no cartilaginoso promove aumento da espessura da cartilagem, com maior proteção articular. Já a atividade física intensa atenua o crescimento, podendo causar atraso puberal e diminuição da mineralização esquelética. O exercício físico intensivo inclui treinos de 22-36 horas/semana, além de restrições dietéticas pouco saudáveis.

Por fim, trazemos que diferentes modalidades esportivas não têm efeitos específicos no sentido de aumentar ou diminuir a altura final. O que em geral ocorre é que crianças com baixa estatura são mais recrutadas para alguns esportes (ginástica olímpica ou bellet) e as de alta estatura para outros (basquete), em função de haver conexão entre a estatura e um melhor desempenho.

Legal né?

Como tudo na vida, tem que ter moderação, principalmente quando se trata de crianças!

Fiquem atentos e mandem suas dúvidas para nós!

Beijão pra vocês!

Fisioterapeuta Ana Izabel L. C. Carvalho, CREFITO/SP: 210471-F

Endócrino Pediatra Dra. Débora Alencar de Menezes, CRM 171500-SP

REFERENCIAS:

ALVES.C, LIMA.B.V.R. Impacto da atividade física e esportes sobre o crescimento e puberdade de crianças e adolescentes. Rev Paul Pediatr 2008;26(4):383-91. Disponivel em: http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:http://www.scielo.br/pdf/rpp/v26n4/a13v26n4.pdf&gws_rd=cr&ei=zLCrWOLxCcirwgTa47CYDA

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