ALONGAMENTO – Parte 3 – Post da Fisio!

Oi pessoal! Tudo bem com vocês?

 

Continuando nossa série de posts sobre ALONGAMENTO, hoje teremos as considerações da nossa fisio e parceira Ana Izabel! <3

Se você ainda não leu nossos outros posts dessa série, clica para Alongamento Parte 1 e Alongamento Parte 2.

 

Hoje, segue nosso terceiro post da série, escrito pela Fisio!

 

A flexibilidade é algo tão importante para os humanos quanto o ato de se movimentar. A expressão humana ocorre por meio da movimentação desde o falar até o dançar. Estudos comprovam que quanto mais ativa é a pessoa, maior sua amplitude de movimento. São muitas as duvidas que circundam esse assunto, como: qual melhor tipo de alongamento? Como acontece o ganho de amplitude? Por quanto tempo devo mantê-lo? Apesar de inúmeras publicações sobre tema, há poucos estudos conclusivos, uma vez que divergem em sua metodologia ou utilizam diferentes protocolos, dificultando a comparação. Desta forma torna-se um desafio escolher na prática um protocolo de alongamento apropriado.

Os alongamentos mais conhecidos na prática de atividade física são:

  • Alongamento Estático: onde se alonga um músculo até um ponto tolerável e sustenta-se a posição por um período de tempo. Apresenta o menor risco de lesão, além de ser o mais usado.
  • Alongamento Balístico: é usado o momento do balanço de um segmento corporal de maneira rítmica para alongar os músculos vigorosamente. Apresenta o maior risco de lesão, mais utilizados em atletas de alto desempenho.

O treino de flexibilidade tem como efeito imediato o aumento da amplitude de movimento pelo decréscimo na viscoelasticidade (propriedade tempo-dependente, ou seja, o tecido se deforma sob tração e retorna ao seu comprimento original quando a carga de tração é retirada), mas após um período de treinamento esse aumento na amplitude se deve ao ganho de sarcômeros (unidades de contração do musculo) em série.

Com relação ao tempo de alongamento, uma revisão sistemática de artigos mostrou que 30 segundos obteve melhores resultados que tempos mais baixos e resultados semelhantes a um minuto em uma população jovem. Numa população idosa, um minuto foi mais eficiente que 30 segundos. De qualquer maneira, esses resultados se aplicam em tecidos saudáveis. Condições patológicas podem requerer tempos diferentes de tratamento.

No ballet a boa amplitude para execução correta dos movimentos é essencial, por isso a flexibilidade é um fator importantíssimo para a prática dessa modalidade, que deve ser alcançada de forma gradual e segura.

 

Ana Izabel L. C. Carvalho, fisioterapeuta, CREFITO/SP: 210471-F

 

Ref.:

Rosário JLR, Marques AP, Maluf SA. Aspectos clínicos do alongamento: uma revisão da literatura. Rev Bras Fisioter. 2004;8:83-8. Disponível: http://www.rbf-bjpt.org.br/files/v8n1/v8n1a12.pdf

1 Comment

  1. Marta Miriam Lopes Costa says: Responder

    Parabéns Ana Izabel! Orientações muito importantes sobre alongamento.

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